30.5.12

Quase dois anos depois, um novo recomeço

Foto: Mowa Press
Em 10 de agosto de 2010, pouco mais de um mês depois da eliminação da Seleção treinada por Dunga da Copa do Mundo disputada na África do Sul, Mano Menezes estreou como técnico da equipe em um amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jérsei. O Brasil jogou bem e venceu por 2 a 0, dando esperança de dias melhores para uma equipe tão combalida. Porém, duas temporadas depois, o Brasil ainda não encontrou um estilo de jogo convincente, sendo inclusive reprovado no primeiro teste (a Copa América de 2011).

Contudo, uma nova chance foi dada para que Mano dê o seu recado: uma série de amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Londres, em que grande parte dos convocados é composta por jogadores de até 23 anos de idade. No sábado passado, na cidade alemã de Hamburgo, a Seleção fez um excelente primeiro tempo e derrotou a Dinamarca por 3 a 1. Agora, serão três amistosos nos Estados Unidos. O primeiro deles, nesta quarta, contra os anfitriões, na capital Washington.

É mais uma grande chance que o treinador tem para se consolidar na equipe que receberá a próxima Copa do Mundo. E a Olimpíada é mais um grande teste. Aguardemos o jogo contra os norte-americanos - assim como as partidas contra México e Argentina - para concluirmos se, desta vez, técnico e equipe estão, enfim, entrando no caminho certo.


24.5.12

Minutos finais, o pesadelo do Rio na Libertadores

Corinthians e Vasco disputam vaga nas semifinais da Libertadores - e, a nós, só resta torcer pelo imponderável, seja lá o que isso signifique. Foto: Sérgio Neves/Agência Estado
Ontem, os dois cariocas que sobravam na Libertadores foram eliminados nas quartas de final. Fluminense e Vasco, cada um a seu modo, ralaram peito da maior competição de clubes do continente. Em comum com o rival Flamengo, eliminado logo na fase de grupos, o fato de terem caído fora com gols nos minutos finais. Se o Fla teve um gol nos acréscimos de outra partida como algoz, Flu e Vasco tiveram gols sofridos pouco antes dos 45 como causadores do fim do sonho das Américas e outros clichês que estamos todos carecas de ver por aí.

Sabem o que acho que falta a esses times? Cabeça. A mesma que não estou tendo ao escrever este texto, por pura falta de ideia pra escrever coisa melhor. É a enrolação que cada um de nós, os jornalistas, temos que fazer quando temos metas a cumprir. Minha mente tá lá na Polônia e na Ucrânia, pra onde vou no mês que vem cobrir a Eurocopa. Mas voltando à vaca fria, é o problema desacostumamentoso (se essa palavra não existia, acabei de inventar) que alguns times sofrem quando ficam de cara pro gol. O mesmo que o Diego Souza teve no Pacaembu, por exemplo...

Enfim, o futebol tem dessas coisas. Alguns perdem, outros ganham, vários empatam e todos viajamos nesse mundo infinito que não sai do lugar nem por um caramba. Assim é a vida (caraca, viajei bonito agora).

21.5.12

E a primeira rodada já se foi...

Leandro Eusébio (o segundo da esquerda para a direita) comemora com os companheiros de equipe o gol da vitória do Fluminense sobre o Corinthians, no Pacaembu. Foto: Marcos Alves/Agência O Globo
Mais um Campeonato Brasileiro teve início, e os mesmos problemas se repetem: pouco espaço entre o fim dos estaduais e o início da competição nacional, públicos pequenos, times desfalcados... Tais situações deverão piorar no período de amistosos da Seleção Brasileira e também durante as Olimpíadas, mas a CBF pouco faz para reverter essa situação. De todo modo, algumas surpresas pontuaram esta primeira rodada, como a vitória do Botafogo sobre o São Paulo pelo placar de 4 a 2 (com três gols de Herrera) e a, digamos, consolidação das más fases de Flamengo e Cruzeiro (que empataram com Sport e Atlético-GO).

Fora os dois citados, os times de mais tradição que não têm mais nenhuma competição a disputar neste semestre estrearam com vitória: o Internacional se impôs ao derrotar em casa o Coritiba por 2 a 0, e o Atlético-MG venceu a Ponte Preta por 1 a 0 em Campinas, com um gol nos minutos finais. Os times que ainda participam de Libertadores ou Copa do Brasil jogaram entre si com equipes mistas ou reservas - caso do empate sem gols entre Bahia e Santos, e das vitórias do Vasco sobre o Grêmio e do Fluminense sobre o Corinthians. O Brasileirão, como sempre, começa meio que em banho-maria.

20.5.12

Um título de Cech, Drogba e mais nove

O marfinense Didier Drogba tornou-se um dos grandes heróis da conquista da Liga dos Campeões da Europa pelo Chelsea. Foto: Reuters
Por três vezes, o Bayern de Munique ficou com a mão na taça na final da Liga dos Campeões da Europa, neste sábado, disputando em casa: no período de 37 aos 42 do segundo tempo, entre o gol de Thomas Müller e o empate de Drogba; no começo da prorrogação, quando teve um pênalti (cometido pelo próprio Drogba) a seu favor, batido por Robben e defendido pelo goleiro tcheco Petr Cech; e na metade da disputa de pênaltis, quando chegou a abrir 3 a 1, mas novamente Cech (e, mais tarde, Drogba) se encarregou de decidir as coisas a favor da equipe londrina, a primeira de sua cidade a conquistar o título da mais rica competição interclubes do planeta.

Muitos poderiam interpretar como uma vitória da retranca sobre o futebol bem jogado - mesmo porque, antes de superar os bávaros na decisão, o Chelsea passou nas fases eliminatórias da Liga por três times que eram símbolos de futebol bem-jogado: Napoli nas oitavas, Benfica nas quartas e, sobretudo, Barcelona nas semifinais. Além disso, o time inglês é conhecido por ser visto como quase propriedade do bilionário russo Roman Abramovich, em detrimento de equipes mais tradicionais, tanto no estilo de jogo quanto na sua estrutura organizacional. O Chelsea estava numa sinuca de bico: com treinador interino (Roberto di Matteo, no lugar do demitido André Villas-Boas), fez campanha ruim no Campeonato Inglês (terminou em sexto lugar, ou seja, só disputaria a próxima Liga dos Campeões se conquistasse o título continental) e gastou quase um bilhão de euros para esta temporada (arriscando-se a cair num buraco em caso de fracasso dentro dos gramados). Nem a conquista da Copa da Inglaterra parecia compensar. Mas o título da Liga dos Campeões aliviou bastante as coisas lá pelos lados de Stanford Bridge.

Que ninguém diga, portanto, que o título do Chelsea foi injusto. O time nunca escondeu o seu estilo de jogo de ninguém, desde o começo dessa caminhada. Propôs a jogar um futebol defensivo, mas altamente eficiente, apostando nos contra-ataques e em lances pontuais. Deu certo, assim como poderia ocorrer o contrário. Como ocorre em qualquer partida de futebol.

17.5.12

Deixa o juiz pra lá, brasileirada

O juizão pode até ter atrapalhado um pouco - mas isso não justifica a choradeira que muita gente anda fazendo ultimamente nessa Libertadores. Foto: Reuters
Sabe, até que ando gostando dessa parada de botar a Coluna de Quinta pra mais tarde. Assim pego também as polêmicas dos jogos de quinta-feira, ao invés de somente repercutir o que aconteceu na rodada de quarta. Hoje é um bom exemplo disso: o árbitro do jogo entre Boca Juniors e Fluminense - cujo nome nem lembro e tampouco quero saber - que se embananou um bocado no segundo tempo, apesar de ter feito um primeiro tempo quase perfeito. Vai ver ele ficou com medo da torcida local que lotava a Bombonera e se atrapalhou algumas vezes. O Boca venceu por 1 a 0, no que foi o menor dos problemas pro Fluminense, que tem todas as condições de reverter tal desvantagem no Engenhão.

Mesmo num confronto entre brasileiros tal risco existe. Na quarta-feira, mesmo: Vasco e Corinthians se enfrentaram em São Januário e não faltaram acusações de que o juizão de lá estava mancomunado com o time paulista ou algo parecido. Teve até um gol que teve gente que jurou por Deus que foi mal-anulado, mas as imagens da TV mostraram que não. Ou talvez sim... Ah, sei lá. Às vezes, essas coisas me deixam muito confuso.

O que eu quero dizer é o seguinte: não adianta nada reclamar dos árbitros. Nada será feito para superá-los. Por isso, a solução é, mesmo correndo o risco de fazer jabá: vamos jogar bola, galera! Se o pessoal jogar bem o bastante pra ganhar, todo mundo vai se esquecer de que alguém apitou aquela bagaça. Nem mil juizinhos mal-intencionados farão frente ao futebol bem-jogado. E tenho dito, pois tá tarde e tenho que acordar cedão amanhã.

13.5.12

Mais um título entre tantos deste time do Santos

No ano do seu centenário, o Santos comemora seu primeiro tricampeonato paulista desde o fim da Era Pelé. Foto: Paulo Liebert/Agência Estado
Rendamo-nos às circunstâncias: o Santos tem, disparado, o melhor time do país na atualidade. Bem, disso todos os que gostam de futebol já sabiam. Mas isso teria que ser comprovado na prática. E ela se deu em mais  uma final do Paulistão: nova vitória sobre o Guarani, desta vez por 4 a 2 no Morumbi, e tricampeão paulista pela primeira vez em 43 anos. O primeiro título do clube da Vila Belmiro no ano do seu centenário. Certamente o primeiro entre vários, pois este time não vai fazer história: já está fazendo. É mais um título entre tantos deste que é um dos maiores times do futebol brasileiro neste início de século. Certamente as peripécias de Ganso, Neymar e companhia não irão parar por aí.

No Rio, o Fluminense confirmou a boa fase e conquistou o 31º título carioca de sua história ao derrotar novamente o Botafogo, desta vez por 1 a 0. Tanto Fluminense quanto Santos virão com tudo nas quartas de final da Libertadores, sendo apontados por muitos como os grandes favoritos ao título continental.

Em Minas, o Atlético espantou um pouco a crise pós-eliminação da Copa do Brasil e foi campeão invicto ao golear o América por 3 a 0, no Independência. Neste domingo, houve uma enxurrada de campeões estaduais (o Bahia sagrou-se campeão baiano após 11 anos; o Ceará foi bicampeão cearense; o Goiás acabou com um hiato de três anos sem ser campeão goiano; o Cametá surpreendeu ao conquistar o Paraense diante do Remo; o Campinense foi campeão paraibano; o Coritiba derrotou o rival Atlético nos pênaltis e é o tricampeão paranaense; o Santa Cruz mais uma vez superou o Sport e sagrou-se bicampeão pernambucano; o Internacional derrotou o Caxias de virada e foi bicampeão gaúcho; o Avaí venceu o rival Figueirense e passou a liderar a galeria de campeões catarinenses).

Agora é dedicar-se à primeira rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo final de semana.

12.5.12

Chega a hora da verdade na Libertadores


Fred e Thiago Neves celebram a vitória sobre o Internacional por 2 a 1, e a classificação do Fluminense às quartas da Libertadores. Foto: Márcio Alves/Agência O Globo

Passaram-se as oitavas de final da Taça Libertadores da América e pode-se dizer uma coisa: a hora da verdade chega agora. As quartas de final vêm aí, e quem só enfrentou facilidades já começa a ter sua prova de fogo neste instante. Quem teve grandes desafios até o momento, segue com eles até o fim. Dando continuidade aos palpites do Golblog FC, daremos nossos pitacos sobre quem tem mais chances de chegar às semifinais. Vale lembrar que os times alinhados à esquerda mandarão os jogos de volta.


Fluminense (BRA) x Boca Juniors (ARG): Os dois times se enfrentaram na fase de grupos, e cada um venceu fora de casa. Na vitória tricolor na Bombonera, no primeiro turno, marcou-se a afirmação dos comandados de Abel Braga como um dos grandes favoritos ao título. No triunfo boquense no Engenhão, houve a força da tradição do time argentino hexacampeão continental. Talvez o mais equilibrado e imprevisível duelo destas quartas. Palpite? O Flu passa, mais pela melhor campanha e por decidir em casa, além de estar em estado de graça como em 2008, quando passou exatamente pelo Boca nas semifinais.

Corinthians (BRA) x Vasco da Gama (BRA): Duelo brasileiro e também empolgante. É a disputa entre os campeões brasileiro e da Copa do Brasil (além de vice brasileiro) por uma vaga na semifinal. Também difícil de prever por causa do grande equilíbrio entre as equipes. O Timão tem a Libertadores como obsessão histórica, enquanto o Gigante da Colina quer reconquistar a América, depois de um período difícil. O time paulista tem mais força no papel, mas o carioca tem maiores chances de se classificar, até por ter mais identificação com a competição.

Santos (BRA) x Vélez Sarsfield (ARG): É o primeiro grande desafio para o atual campeão da Libertadores, visto que os comandados de Muricy Ramalho só enfrentaram equipes fracas até o momento (mesmo o Internacional, irregular nesta Libertadores, pode ser assim considerado). Neymar, Ganso e companhia têm potencial para enfrentarem equipes mais potentes, visto o amadurecimento da equipe pós-Mundial de Clubes, mas carecem de um desafiante mais forte para tal, e este pode ser o time argentino. O alvinegro da Vila Belmiro deve passar.

Universidad de Chile (CHI) x Libertad (PAR): O atual campeão da Copa Sul-Americana vem jogando, juntamente com o Santos, o melhor futebol desta Libertadores até o momento. E, como o Santos, mostra sua força diante de sua torcida em situações que parecem as mais adversas: assim como o Peixe goleou o Bolivar (BOL) por 8 a 0 depois de perder por 2 a 1 em La Paz, La U goleou o Deportivo Quito (ECU) por 6 a 0, depois de ter sido goleado por 4 a 1 na altitude de Quito. O treinador Jorge Sampaoli demonstra alto conhecimento de jogo, e tem potencial para alçar voos mais altos no futuro. Enquanto isso não acontece, tenta conduzir a equipe de Santiago ao primeiro título chileno de Libertadores desde o obtido pelo rival Colo-Colo, em 1991. O Universidad de Chile se classifica, e com sobras, mesmo porque o Libertad tem potencial pequeno frente aos demais quadrifinalistas.

11.5.12

Momentos de decisão na Copa do Brasil

Seguido por Cortez, Luís Fabiano comemora o seu gol na vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, que classificou o São Paulo para as quartas de final da Copa do Brasil. Foto: Vipcomm
A última Copa do Brasil sem os representantes brasileiros na Libertadores chega a seus momentos decisivos, com a definição dos confrontos das quartas de final, em busca de uma vaga na Taça Libertadores da América de 2013. Retomando uma tradição histórica, o Golblog FC palpita sobre quais times têm maiores chances de chegar às semifinais da competição. Os jogos de ida serão disputados já no próximo meio de semana. À esquerda, os mandantes dos jogos de volta. O vencedor da primeira partida referida enfrentará o da segunda nas semifinais, e assim sucessivamente.


Palmeiras x Atlético-PR: Mesmo em crise, o Verdão chega a essas quartas com força, em grande parte graças à resistência do treinador Luiz Felipe Scolari. Mas o Furacão quer mostrar que não está para brincadeiras, mesmo porque essa é a única chance do time paranaense, que disputará a Série B neste ano, disputar a próxima Libertadores. Nossa opinião: Palmeiras passa, mas sem facilidades.

Grêmio x Bahia: O Grêmio, graças à eliminação do Cruzeiro pelo Atlético-PR nas oitavas, é o único que pode ser o primeiro pentacampeão da história da Copa do Brasil neste ano. Tem o treinador Vanderlei Luxemburgo, que conquistou essa competição (em 2003, pela própria Raposa, quando também foi campeão brasileiro pela última vez até hoje) como das mais recentes de sua carreira, fora os estaduais. Isso sem contar a tradição de time copeiro. Mas o Bahia vem atuando com firmeza, muito em parte devido à coerência do técnico Paulo Roberto Falcão, que deu um esquema consistente ao tricolor baiano e conta com o apoio de uma torcida tão fanática quanto participativa, que pode fazer a diferença no jogo de ida. Nossa opinião, ousada: o Bahia vai às semifinais.

Goiás x São Paulo: O Esmeraldino é mais um time da Série B a figurar nas quartas da Copa do Brasil. Portanto, tem pouco a perder diante de uma das poucas potências nacionais a nunca ter conquistado a competição. Tinha tudo para ser duelo pouco equilibrado. Contudo, a crise que atinge o tricolor do Morumbi não permite fazer uma previsão mais condizente com a realidade. Muito pela vontade do clube em conquistar um troféu que permita a volta à Libertadores, o São Paulo tem maiores chances de passar. Mas não será fácil.

Coritiba x Vitória: Os dois últimos vice-campeões da Copa do Brasil (o Leão da Barra em 2010, o Coxa em 2011) farão certamente o mais empolgante dos duelos destas quartas. O alviverde de Curitiba faz campanhas consistentes desde o ano passado; já o rubronegro de Salvador vem mais na empolgação, graças a atuações quase épicas nas fases anteriores. Isso deverá contar a favor dos baianos nesta fase.

Amanhã, a previsão para as quartas de final da Libertadores.

10.5.12

Bater em índio é mole. Quero ver fazerem isso nas Olimpíadas

Neymarra reverencia a torcida, fez sua parte, mas ainda terá que provar muita coisa. Foto: AFP
Como todos sabíamos desde o final do jogo em La Paz, o Santos trucidou, massacrou e genocidou o Bolivar por 8 a 0, na Vila Belmiro, classificando-se às quartas de final da Libertadores. Assim como imaginávamos que os Moleques Vilosos dariam espetáculo e praticamente obrigariam a torcida a voltar às bilheterias depois do jogo para comprar outro ingresso, o que ajuda bastante a diretoria peixeira a pagar os salários do Neymarra, o craque que vive se pegando de porrada com o barbeiro, mas frequenta o cabeleireiro todos os dias pra manter aquele penteado, hã, estiloso.

Mas tem uma coisa que vive me encasquetando já faz algum tempo: será que esse pessoal que encanta o país vestindo o uniforme do Santos se criaria em qualquer lugar do mundo? Afinal, há tempos o Campeonato Paulista já não é aquela coisa toda e os santistas só pegaram baba na Libertas até agora. O Bolivar, nessas oitavas, foi a maior de todas elas. A Funai deveria fazer um protesto formal contra esse verdadeiro massacre exibido em rede nacional. Se bobear, um combinado de camelôs da Presidente Vargas faria um papel menos vexaminoso que o time boliviano fez nesta quinta-feira. Talvez o Vélez Sarsfield, o adversário das quartas, seja melhor pra testar os Pirralhos do Belmiro.

Mas a prova de fogo, pra variar, será mais uma vez a Selemano. Como a gente lembra muito bem, a Copa América do ano passado foi um fiasco pro Neymarra e pro Gansolino, que estiveram mais sumidos que protozoário no meio do Hospital das Clínicas. Agora, terão mais uma chance nas Olimpíadas de Londres. Espero que eles cresçam no momento certo, assim como fazem no Santos. Ou temo pela Copa de Catorze, a não ser que mandem o Mano lamber sabão, nem que seja na marra.

6.5.12

No Rio e em São Paulo, passos gigantescos rumo ao título

Fred (abaixo) dá um chute de bicicleta para empatar para o Fluminense na primeira final do Carioca, contra o Botafogo. Era o início da reação tricolor. Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo
Os estaduais começaram a ser decididos neste final de semana, e os dois mais importantes estão praticamente decididos depois de apenas 90 minutos de disputa das finais. No Rio, o Botafogo saiu na frente nos primeiros minutos, com o meia Renato, mas o Fluminense mais uma vez se encarregou de surpreender - mesmo com seu elenco nominalmente superior, neste Carioca o tricolor das Laranjeiras apenas tinha feito atuação digna de registro na decisão da Taça Guanabara. Com um belo gol de bicicleta, Fred empatou para os tricolores no final da primeira etapa. No segundo tempo, quem decidiu para o Flu foi Rafael Sobis, autor de dois gols. Nos minutos finais, o jovem Marcos Jr. (que tinha acabado de entrar) arrematou, fechando a goleada por 4 a 1 e abrindo de vez o caminho para o 31º título estadual dos tricolores, o primeiro após sete anos (o Flu não derrota um grande numa final de Carioca há 17 anos).

Em São Paulo, a discutível decisão da Federação Paulista de marcar as duas partidas da final do Paulistão para o Morumbi, se não favoreceu o Santos, certamente impediu que o Guarani tivesse chance de usar o fator campo a seu favor. Mas não se pode questionar a superioridade de Neymar, Ganso e companhia, que fizeram seu jogo fluir nesse momento decisivo e venceram, sem quaisquer contestações, por 3 a 0 (Ganso fez o primeiro e Neymar, os outros dois). Assim como no Engenhão, o próximo domingo promete ser mera formalidade para o Santos, no ano do seu centenário, levantar seu primeiro tricampeonato estadual depois de 43 anos.

Em Minas Gerais, na Bahia e em Pernambuco, ao contrário, finais em aberto com os empates nas primeiras partidas: América e Atlético fizeram 1 a 1 no modernizado Independência, e não saíram do zero Vitória e Bahia, no Barradão, e Santa Cruz e Sport, no Arruda. Alvinegros mineiros, tricolores baianos e rubronegros pernambucanos terão a vantagem do empate nos jogos de volta, também no domingo que vem.