FLASH: O atacante Mendez (o segundo da direita para a esquerda) comemora um dos três gols que marcou, na goleada de 5 a 1 da LDU Quito sobre o Fluminense, no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo
É fato: ninguém esperava uma pedrada dessas. Ainda mais depois de quase dois meses de invencibilidade. Ainda mais depois que o Fluminense marcou o primeiro gol, com menos de trinta segundos de partida. Mas a LDU Quito (campeã da Libertadores do ano passado, sobre o próprio Flu, e atual campeã da Recopa Sul-Americana) usou tudo o que tinha a seu favor: altitude, torcida, velocidade da bola, o atacante Mendez em noite inspirada e até os gandulas do estádio. Aproveitou o cansaço dos jogadores do time brasileiro (uma maratona tão intensa, um dia, teria que cobrar seu preço) e meteu uma impiedosa (e, antes do jogo começar, inesperada) goleada de 5 a 1 sobre o tricolor carioca, ficando em excelente situação para conquistar seu terceiro título internacional em menos de um ano e meio - o jogo de volta será na próxima quarta, no Maracanã, e o Fluminense precisa golear por pelo menos cinco gols (vitória por quatro gols de diferença leva a final para a prorrogação).
Depois do vexame, uma pergunta ecoa nas Laranjeiras: e agora? Qual será o tamanho do impacto desta derrota na heroica luta tricolor para permanecer na Primeira Divisão? Basta lembrar que, há menos de dois meses, o time estava na lanterna e era visto como virtualmente rebaixado. Desandou a ganhar partidas e, agora, ocupa a 17ª posição, dependendo somente de si para continuar na elite - inclusive, jogando um futebol considerado o melhor do campeonato atualmente. No domingo, o Flu recebe o Vitória e, na última rodada, visita o Coritiba, que também luta contra o descenso. Cabe aos tricolores juntar os cacos e lutar pelo último objetivo que lhes resta na temporada, para mostrar que sua autoestima não está tão abalada assim. Mesmo porque, se vencer domingo no Maracanã, o time sai da zona de rebaixamento (Atlético-PR e Botafogo se enfrentam em Curitiba) e pode juntar forças para a segunda partida da final da Copa Sul-Americana.
O duplo milagre tricolor ainda é possível. Basta acreditar, e se esforçar para isso.








